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Entrevista

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  • 15/05/2009 8h45 Entrevista

    Historiador e economista, deputado estadual pelo PSOL, Marcelo Freixo é reconhecido pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Nesse caminho, tornou-se pesquisador da ONG Justiça Global e teve destaque como coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Sempre envolvido com os movimentos sociais, o atual deputado foi também presidente do sindicato dos professores de São Gonçalo e Niterói, no estado do Rio e tornou-se referência nos assuntos que dizem respeito à violência urbana. Nesta entrevista, ele conta sua experiência em projetos de educação em presídios e analisa a política penitenciária brasileira, mostrando como ainda prevalece, no país, uma mentalidade punitiva, voltada mais para a vingança do que para a justiça.

  • 01/05/2009 8h45 Entrevista

    Desde que foram propostas como um modelo de gestão indireta, as fundações públicas de direito privado – ou fundações estatais – vêm sendo celebradas por alguns e condenadas por outros. A ideia do PLP 92/2007, que está tramitando na Câmara dos Deputados, é permitir a atuação dessas fundações nas áreas de saúde, assistência social, cultura, e meio ambiente, entre outras. Até que ponto isso significa um afastamento do Estado em relação a atividades pelas quais é responsável? Por que usar as regras do privado para gerir serviços públicos? O modelo atual de gestão se tornou insuficiente? O que muda nas relações de trabalho? Para discutir essas questões, conversamos com Luiz Alberto dos Santos, especialista em políticas públicas e em gestão governamental, doutor em Ciências Sociais e Consultor Legislativo do Senado Federal para Administração Pública. Luiz Alberto, que atualmente é subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas governamentais da Casa Civil da Presidência da República, também analisa nessa entrevista as mudanças que os países da América Latina atravessaram nas últimas décadas, no que diz respeito à atuação do Estado nas áreas sociais.

  • 15/03/2009 8h45 Entrevista

    Doutora em Teoria Econômica, Leda Paulani é professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política e conta, no seu currículo, com a autoria e organização de vários livros. Nesta entrevista, ela mostra as origens da crise e confirma que, para os economistas marxistas, não há nada de surpresa nela.

  • 15/03/2009 8h45 Entrevista

    O professor do Departamento de Educação da PUC-Rio Leandro Konder faz um balanço das vitórias e derrotas da esquerda ao longo do século 20 e fala sobre a relação entre educação e ideologia

  • 15/03/2009 8h45 Entrevista

    Foi dele uma das 2 mil assinaturas do manifesto de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Vinte e quatro anos mais tarde, ele participou da fundação de outro partido, o PSOL. Em comum, sempre carregou a aposta no socialismo. Com uma formação em sociologia que vai da graduação até o pós-doutorado, Francisco de Oliveira é professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e tem mais de 15 livros publicados, além de artigos e uma ampla participação pública nas discussões políticas do país. Nesta entrevista, Chico de Oliveira, como é mais conhecido, fala sobre as causas e faz uma análise da crise financeira atual. Embora não ache que ela represente o fim do capitalismo, ele acredita que, desta vez, não serão só os pobres que pagarão a conta.

  • 10/03/2009 0h00 Entrevista

    Doutora em Saúde Pública pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, Tatiana Wargas se dedica a estudar as políticas públicas de saúde. Ela é professora e pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fiocruz, e integra o grupo de pesquisa ‘Desenvolvimento, políticas públicas e sistema de saúde’. Nesta entrevista, ela analisa os impactos da crise financeira atual para as políticas sociais, especialmente a saúde.

  • 15/02/2009 8h45 Entrevista

    Cientista social com mestrado em história e doutorado em Saúde Pública. Essa formação ampla ajuda a definir um pesquisador que se dedica a ampliar também o campo da saúde. Eduardo Stotz, professor e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), é editor associado da revista Interface – Comunicação, Saúde e Educação. É, sobretudo, um estudioso da participação popular, que se dedica a pensar a relação entre saúde, educação e cidadania. Nesta entrevista, Stotz dá história ao conceito de controle social, fala sobre as diferenças que a saúde impôs a esse termo e analisa os desdobramentos da implantação dessa idéia num contexto de neoliberalismo, na saúde e fora dela.

  • 01/02/2009 0h00 Entrevista

    Virgínia Fontes poderia falar sobre muitas coisas. Analista da vida social por uma perspectiva marxista, essa historiadora com doutorado em Filosofia vai da história contemporânea aos estudos de epistemologia. Aliando a vida acadêmica com a militância política, Virgínia é professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense e da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Nesta entrevista, ela critica o conceito de controle social, fala sobre as armadilhas das novas formas de participação social que se apresentam e condena a estratégia de busca de consenso.

  • 15/12/2008 9h45 Entrevista

    Em janeiro de 2009, o povo boliviano foi às urnas para aprovar a nova Constituição do país. Em setembro de 2008, foi a vez do Equador. Já a Venezuela aprovou seu novo texto constitucional, a ‘Constituição Bolivariana’ em 1999. Em comum, as três constituições defendem uma maior presença do Estado na economia: proposta que se apresenta como um contraponto à tendência neoliberal dos anos 90. Na opinião de Néstor Kohan – doutor em Filosofia e Letras pela Universidade de Buenos Aires (UBA), coordenador da Cátedra Che Guevara – Colectivo Amauta e professor-convidado da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) –, isso mostra que estamos num novo contexto político, que abre espaço para a ampliação da esquerda e de seu projeto contra-hegemônico. Ao mesmo tempo, segundo ele, outros países latino-americanos como Brasil, Argentina, Uruguai e Chile têm discursos progressistas e praticam o chamado ‘capitalismo humanizado’ ou terceira via. Esse é um dos assuntos abordados pelo filósofo argentino nesta entrevista, em que ele faz uma análise dos movimentos populares da América Latina, explica o que é ‘capitalismo humanizado’ e qual é a diferença entre terrorismo e revolução. Ele também fala sobre igualdade e eqüidade nos governos latino-americanos e suas políticas para saúde, educação e trabalho.

  • 10/11/2008 9h45 Entrevista

    Ano de 1968: revolução política e cultural mundial. No Brasil, ficou conhecido como o início dos Anos de Chumbo, época do endurecimento da repressão da ditadura militar, com o aumento de prisões e torturas. Um dos marcos desse momento é o Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 13 de dezembro, que determinou o fechamento do Congresso Nacional, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e intensificou a censura, dentre outras ações. Antes disso, as mudanças que estavam por vir já haviam sido anunciadas no campo educacional. No final de novembro, os militares promulgaram a lei nº 5.540, da Reforma Universitária. O ensino profissional foi modificado em 1971, com a lei nº 5.692, que instituiu o segundo grau técnico obrigatório. Para falar sobre as mudanças na política educacional durante o regime militar, convidamos Ester Buffa, doutora em Ciências da Educação pela Université René Descartes – Paris V, Sorbonne, professora da Universidade Federal de São Carlos e autora do livro ‘A educação negada: introdução ao estudo da educação brasileira contemporânea’, junto com Paolo Nosella. Para a publicação, Ester entrevistou pessoas que participaram da concepção de educação da ditadura pós-64 e nomes da educação, como Paulo Freire e Joel Martins. Nesta entrevista, Ester analisa as políticas educacionais instituídas pelos militares, citando as principais mudanças e suas conseqüências e explica como foi feita a elaboração do livro.